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DO REFERIDO SEMINÁRIO, DO QUAL PARTICIPARAM ILUSTRES PRELECTORES, MODERADORES E CERCA DE 250 PARTICIPANTES, FORAM OBTIDAS PRECIOSAS CONTRIBUIÇÕES, LIÇÕES E CONSTATAÇÕES QUE NOS PERMITIRAM FAZER RECOMENDAÇÕES SIGNIFICATIVAS AOS NOSSOS FORMANDOS.
CONSTATAÇÕES
É através da educação, da consciencialização da capacidade e da potencialidade das crianças dentro da família e da sociedade que conseguiremos resgatar os valores do ser humano.
O divórcio e os novos casamentos originaram um novo modelo de família estendida ou alargada que agora conta com a presença de padrastos ,madrastas e respectivos filhos que ainda não têm tradição nem cultura nesse novo tipo de organização e precisa do apoio da sociedade para a educação para a Ética e Cidadania.
É necessária uma legislação actualizada de modo a promover a igualdade e dignidade da mulher, respeitando os Direitos Humanos e a Constituição de Angola, prevenindo assim a violência doméstica e intra familiar, a exploração sexual, a realidade das mães solteiras, a estabilidade das famílias e consequente educação das novas gerações.
É preciso reconhecer que sem o apoio de todos os segmentos da sociedade, os pais dificilmente darão conta sozinhos dessa grande responsabilidade por causa das grandes mudanças que ocorreram e ainda ocorrem no mundo. Afinal a formação do futuro adulto cidadão é compromisso que todos devem assumir.
Outro aspecto importante é o acesso das famílias aos recursos económicos,pois sobre ela recaí a responsabilidade da criação de qualidade de vida da criança, tanto do ponto de vista da saúde, quanto da formação.O acesso aos recursos económicos é decisivo para o nível de qualidade de vida das famílias.
É a família o núcleo mais solidário da sociedade. A solidariedade no seio da família é tão grande que os recursos de um são considerados recursos do colectivo.
As leis e a justiça virão apenas orientar, apoiar e corrigir o que o amor, não foi capaz de fazer.
Outro factor importante discutido no seminário refere-se ao género e às competências familiares, definindo papéis, comportamentos e atitudes , que os homens e mulheres adquirem, na sociedade através da aprendizagem .
A igualdade do género passa necessariamente pela promoção de acções que visam o incremento económico, social, cultural das mulheres como apoio às competências familiares.
A violência intrafamiliar acarreta consequências para a família e a sociedade, devendo ser implementadas políticas públicas e estratégias visando reduzir o índice de violência.
CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
1. Reforçar a actividade da brigada de combate a violência contra a mulher e a criança particularmente nas secções existentes em todas as esquadras da policia ;
2. acompanhamento das crianças vítimas de maus tratos, pelos psicólogos e assistentes sociais;
3. criação de um disque-denúncia para as vítimas de agressões;
4. incrementar a realização de debates e palestras sob os valores morais e cívicos da famílias nas comunidades;
5. legislação atualizada para promover a igualdade no gênero e emponderamento da mulher;
6. promover a interação entre a família e a escola;
7. incentivar o uso dos meios de comunicação para apoio nas propostas de solução aos problemas familiares;
8. legislação que permita a guarda compartilhada ou alternada para garantir os mesmos direitos de convivência e educação dos filhos;
9. reforço da atuação dos centros de aconselhamento;
10. políticas para a prevenção e atenção às vítimas de violência e trabalhar na educação e moralização dos agressores;
11. Reforçar e incentivar os programas de geração de rendimento como forma de melhorar a qualidade de vida das famílias.
12. Os formadores a nível dos municípios, devem no mais curto de espaço de tempo, elaborar os seus programas de educação e sensibilização nas escolas, igrejas, mercados, comissões de bairro etc.
13. O núcleo de professoras deverá fazer a dissiminação, nas escolas, das lições apreendidas no seminário;
14. Os agentes comunitários devem acompanhar o cumprimento do programa de formação dos formadores estabelecido.
Luanda ao 27 de março de 2009
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