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A amostra denominada “O 5º Ano”, com pinturas concebidas em estilo figurativo, segundo Sozinho Lopes que falava à Angop, retrata diversos aspectos da sociedade angolana, com particular atenção sobre a valorização que se deve dar permanentemente aos aspectos culturais do país.
O pintor, que já participou em diversas exposições colectivas dentro e fora do país, refere que os símbolos e as máscaras nacionais, anexadas à modernidade representam as suas preocupações artísticas.
" Há necessidade de trazer aos olhos da sociedade a essência da angolanidade ante a modernidade que atravessa os nossos hábitos e costumes. Logo, eu vou ao encontro dos rituais e das máscaras e trago a alma do povo, recreada, demonstrando, assim, que o moderno e o passado podem conviver", referiu.
Em cerca de cinco anos, depois da sua formação média, o pintor disse ter praticado e pesquisado bastante pelas províncias do país a essência da arte angolana sempre no intuito de reflectir-se sobre o passado e perspectivar o futuro.
"O 5º Ano representa assim a entrega pela arte, os contactos com artistas que já há algum tempo lidam com a criação, com realce para o pintor e escultor António Gonga, que muito me ajudou a seguir este caminho", salientou.
Nascido a 17 de Fevereiro de 1976, na província do Uíge, Sozinho Lopes fez o curso médio de artes plásticas em 2003 no Instituto Nacional de Formação Artística (INFA).
Presente em colecções institucionais e particulares, o pintor já obteve, em 2006, a menção honrosa do Prémio Cidade de Luanda e uma distinção no concurso "Desenho na Areia" da empresa petrolífera norueguesa Nosrk Hydro.
Em 2007 foi galardoado como o segundo classificado do concurso mural de pintura da Embaixada dos Estados Unidos em Angola sobre a vida e obra do Martin Luther King (activista na luta contra o racismo nos EUA) e o Grande Prémio Ensarte de Pintura, sendo que em 2008 venceu o Prémio Cidade de Luanda em Pintura.
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