Instituto do Património Histórico do Brasil aposta na formação de angolanos
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O director do Instituto de Património Histórico e Artístico Nacional do Brasil (IPHAN), Luís Fernando de Almeida, frisou, em Luanda, que a cooperação cultural entre os dois países está em vias de uma nova viragem, tendo como base a troca de intercâmbio e de formação de pessoal das diversas áreas do sector.
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Em declarações à imprensa, o responsável, que se encontra no país para dirigir uma acção de formação a técnicos angolanos, adiantou que a cooperação entre os dois países deverá, nos próximos tempos, conhecer uma nova etapa, que poderá ser caracterizada pela troca de informações, apoios e intervenção comum em várias áreas.
“Temos uma história comum de longa data e, com base nas boas relações e dos diversos protocolos assinados entre Angola e o Brasil, vamos procurar dar um novo rumo à cooperação, ajudando os angolanos nas tarefas de preservação e divulgação do seu património cultural além fronteiras”, disse Luís Fernando de Almeida.
Segundo ele, a realização de acções de formação de técnicos angolanos é uma das etapas previstas pelas autoridades culturais brasileiras, tendo em atenção os acordos assinados, tanto no âmbito bilateral como ao nível da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“A melhor forma de ajudar Angola na sua luta é dar formação aos técnicos que lidam com a preservação, inventariação do património cultural, material e imaterial. Vamos fazer tudo no sentido de tornar esta acção possível e viável”, reforçou a fonte.
Pelo que sabemos, adiantou Luís Fernando de Almeida, Angola é um país rico em termos culturais, que carece de ser inventariado e preservado para manter a história sempre presente.
“A preservação do património cultural é importante porque permite que se transmita às futuras gerações informações essenciais sobre os passos dados para a concretização dos objectivos comuns”, frisou.
É nesta vertente, segundo a fonte, que os dois países têm previsto até ao mês de Outubro a realização, em Luanda, de diversas acções de formação que culminarão com o envio de alguns angolanos ao Brasil para estágios em
instituições culturais locais.
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